I am in love. Again. Essa é uma verdade que me deixa tão confuso que eu sequer consigo absorvê-la no meu próprio idioma. Pois é, Eumesmo, você está apaixonado, seja lá o que isso significa…
Eu tenho uma pálida impressão do que signifique amar de verdade. Não sei se estou certo, mas eu diria que, pelo menos pra mim, estar apaixonado é querer fazer as coisas que eu quero. Uma coisa que sei é que me dou muito bem comigo mesmo. Raramente sinto vontade de dividir meu espaço com qualquer pessoa. Então estar apaixonado é isso: disposição para ceder o lugar vago ao meu lado, e passar o dia sentados juntos, ou caminhando nos meus lugares preferidos, conversando sobre nossos sonhos, ou não conversando nada, só olhando um para o outro, ficando impressionado com o formato dos olhos, e o movimentos dos pés ao andar, ou da boca ao falar. Estar apaixonado é isso… é admitir que por mais que eu sempre tenha preferido sentar sozinho neste banco para ver o sol se escondendo devagar dentro do mar e transformando o céu azul em vermelho, e lentamente em escuro… hoje, apaixonado, não seria problema nenhum dividir esse momento com ela. Seja sincero comigo, Eumesmo, a verdade é que você adoraria que ela estivesse aqui.
Há um breve post-scriptum: Um dos versos mais tristes que já ouvi, criado por Marcelo Campelo, reza “caberá ao nosso amor o ‘eterno’ ou o ‘não dá’… pode ser cruel a eternidade”. Ele me lembra de que o amor nem sempre é só beleza; existe essa espécie obscura de amor: o "não-correspondido". Mas não quero pensar nisso aqui... não agora que o sol finalmente mergulhou por inteiro no mar…
Nenhum comentário:
Postar um comentário