segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Farfalla

Começo perguntando se faz algum sentido estar tão ligado a uma pessoa que você conhece há poucos dias e com quem convive tão pouco. Não faz. Agora, pergunte se eu ligo. Não ligo. O fato é que existe essa garotinha internacionalmente famosa, que mora tão longe de mim e que entrou na minha vida com a rapidez de um e-mail enviado em alta prioridade. Este mesmo e-mail era o que contava sobre uma tal garotinha que havia sido selecionada para representar nada menos que a juventude do planeta Terra em um evento de gente grande (o pouco-importante Fórum Econômico Mundial) na Suíça.
Pensei comigo mesmo que seria interessante conversar com a tal garotinha de vez em quando… tentar adicionar conteúdo aos chats nas madrugadas, sabem?, discutir os acordos diplomáticos dos países emergentes, ou tentar encontrar a solução para os problemas sociais no Brasil… portanto imaginem minha reação ao me deparar com a criativa “função pergunta-aleatória” criada pela garotinha, que na noite passada estava me obrigando a adivinhar a cor do esmalte nas unhas dela, e depois perguntando o que eu tinha comido no almoço e então me contado sobre a chuva na cidade dela. Minha reação foi “ah, fala sério que além de tão inteligente ela também tem bom humor? É demais”. Mas no caso desta garotinha, não… não é demais. Adicione ainda “ela é mesmo tão sincera, companheira e tem essa voz tão linda?” Sim, pois é!
Diante dessa admiração hipnotizante que a garotinha exerce sobre mim, estive em casa hoje desesperado, gritando com todos à vista, estressado e indeciso sobre o que lhe dar de presente por seu aniversário nada sugestivo bem no Valentine’s day. Primeiro, eu nunca entendi direito qual é a desse feriado, e não sei ao certo quem podemos chamar de valentine. Vou confiar no conselho de um amigo muito sábio que me explicou que “o Valentine’s day, na verdade, você comemora com aquelas pessoas que te fazem feliz”, portanto, nada mais verdadeiro do que dizer que a garotinha é minha valentine.
Ok, garotinha valentine, meu presente de aniversário para você é dizer algumas verdades que venho descobrindo ultimamente: você me faz feliz! Eu já tinha dito isso? Talvez sim. Outra coisa… eu sou seu fã. Isso eu definitivamente já disse (mas só em três idiomas, ainda me faltam dezessete). E eu amo você. Essas três palavras eu já disse? Mais uma vez para não esquecer: Eu amo você! Eu li um verso uns tempos atrás, e por fim, vou deixá-lo aqui caso você se interesse em entendê-lo qualquer dia: “La farfalla non conta gli anni, ma gli istanti: per questo il suo breve tempo le basta".

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