Schopenhauer, um filósofo pessimista, tinha uma teoria sobre os relacionamentos humanos que se trata de porcos-espinhos. Ele usava isso como uma metáfora. O que ele disse é que no amor, e nos relacionamento seja com familiares, cônjuges ou amigos, nós, todos nós neste mundo, de tanto nos sentirmos desconfortáveis com nossas emoções, nós somos como porcos-espinhos que saem numa noite fria de inverno. Eles sentem frio e então se amontoam em busca de calor. Eles anseiam por proximidade, por calor, e ficam bem juntos. Assim eles machucam uns aos outros - porque eles têm essas espinhos horríveis. É tão doloroso que, a fim de evitar a dor, eles recuam. E ficam com frio de novo... portanto eles se juntam… e começam a se espetar, eles se afastam… então vem o frio... e eles se reúnem. Essa dança da intimidade é o que define nossos relacionamentos. Existe essa necessidade de estar perto, que depois se transforma nessa necessidade de estar separado, para se proteger do sofrimento inevitável de quando se está muito próximo. E Schopenhauer, na verdade, não tinha solução para isso. Ele sequer achava que isso fosse realmente acabar, por ver isso como uma ação da natureza humana. Ele sugeria que aqueles que tinham aprendido a gerar seu próprio calor eram capazes de manter uma distância segura dos outros porcos-espinhos; o que não significa necessariamente uma vida de isolamento – trata-se de não se impor às pessoas. Dessa forma você terá esse pequeno espaço onde possa ser um pouco auto-suficiente, para criar o seu próprio calor, seus proprios sentimentos, e para estar perto sem ser pisado. O caminho para isto está perto do segredo da felicidade.
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