Sentado no táxi, no caminho de volta da minha despedida, distraído com o frio da noite e com a conversa animada no banco de trás, eu me deixei ser tomado por uma idéia súbita, que como todas as idéias brilhantes, chegam de lugar algum, e tomam conta. Eu pensei “Como teria sido se... eu tivesse crescido com o Járdeson?” Ele é do tipo de amigo certo que eu não tive. Esses nerds calados, que jogam futebol e tem bom humor. Que não bebem, não falam muito palavrão, não usam droga (né?) (brincadeira). Como seria ter sido vizinho dele na infância? Ir pra mesma escola, estudar a mesma coisa, namorar irmãs gêmeas (“NÃO!”, diz Glenda Ione). Então essa imagem legal foi se formando na minha mente, e eu estava silenciosamente feliz com tudo... até que gradualmente voltei à realidade, pra perceber que... Não... nada disso nunca aconteceu, nem vai acontecer mais... Nós crescemos separados, e fomos ainda mais separadaos nesses últimos dias. Mas... as coisas sempre acontecem da forma que tem que acontecer. Nesse mundo de tanta gente, de tantas coisas, entre tantos lugares, nós ainda nos encontramos. No terceiro ano, estressados com o vestibular, e nunca falamos um com o outro antes do fim das aulas, mas mesmo assim, tendo acontecido da forma que aconteceu... ele é um dos maiores amigos que eu ja tive. E eu realmente AMO ele de coração. E admiro e apoio e tento ajudar de todas as formas que eu puder. Por fim, volto a uma coisa que eu disse há um ano atrás. Ninguém pode voltar atrás e fazer um passado diferente, mas qualquer pessoa pode começar hoje a fazer um novo futuro...
Amigos para siempre, la laya laya laya.
Amigos para siempre, la laya laya laya.
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