Augusteum

           Agora, por que escolhi este nome. Eu imagino se as pessoas sabem o que é o Augusteum. Muitas provavelmente não saberão. Pessoalmente eu não sabia até pouco tempo. Interessante é que o próprio Augusteum, se pudesse falar, não seria capaz de responder esta pergunta (algo que temos em comum). Então, antes de mais nada, o que é o Augusteum...
            Para os nerds: Augusteum é um extenso sítio de ruínas localizado no centro de Roma, na Itália. No início, o plano era que o local servisse como um glorioso mausoléu imperial construído por Octávio Augustus. O imperador dificilmente acreditaria se alguém o contasse que um dia o glorioso Império Romano seria outra coisa além de glorioso, sendo sensato, aquele era o Mundo que ele conhecia. No entanto, deu-se que Roma foi invadida pelos bárbaros saqueada, ocupada e destruída. Somente mais tarde, o prédio foi renovado para transformar-se em um forte para proteger Roma da invasão de principados vizinhos. Em seguida, de alguma forma o Augusteum foi transformado em um vinhedo, então em  um jardim renascentista, então em uma praça de tourada (século XVIII, agora), depois um depósito de fogos de artifício, e em seguida, em um salão de concertos. Hoje, o Augusteum é um dos lugares mais silenciosos e solitários de Roma, enterrado no chão. A cidade cresceu em torno dele ao longo dos séculos. Ninguém nunca vai lá, pelo que ouvi falar, ao não ser se precisarem usá-lo como banheiro às pressas. Mas o edifício continua a existir, mantendo-se com dignidade, à espera de sua próxima encarnação.
          Fico inspirado ao ouvir a história do Augusteum. Por isso resolvi usar seu nome neste blog, para jamais esquecer que seja lá o que eu escreva aqui, isso também poderá mudar. Tudo muda. Para me lembrar também de nunca temer as mudanças, pois algumas delas podem ser muito boas. E mesmo que outras não sejam, bem... não posso temê-las de qualquer forma, porque não estão sob meu controle. Ora, e o que é que está sob nosso controle nesse mundo caótico? Apenas tento me manter de pé para aguentar os novos rumos que se apresentarem, firme e forte, como o Augusteum.